Viva Nossa Senhora de Lourdes!!! 150 anos das aparições em Lourdes!!!
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Liturgia Diária

Santo do Dia

 

 

A PRIMEIRA CAPELA

A primeira capela católica do Planalto Paulista foi construída em 1955, na Avenida Nhandú, 644, a partir de gestos de fé, agradecimento e colaboração.

Ao voltar do trabalho, o senhor José Gatti, foi atropelado por um cavalo.

Além das escoriações, fraturou a bacia e precisou submeter-se a uma cirurgia. Mesmo após receber a notícia de que não poderia mais andar, por ser um homem de muita fé, ele não desanimou, pois acreditava que, por um milagre ou por uma graça divina, voltaria a andar. Como o senhor Gatti, sua esposa e seus filhos eram católicos praticantes, ele resolveu fazer uma promessa: caso fosse atendido, mandaria rezar uma missa no Planalto Paulista. Agradecido pela cura alcançada, solicitou na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Moema, um padre para realizar a missa em ação de graças na sua casa, já que no bairro ainda não existia uma igreja. A partir desse fato, o sr. Gatti, seus amigos e a comunidade católica do Planalto sentiram que havia chegado a hora de terem a sua própria igreja.

O senhor Gatti cedeu, então, o terreno ao lado da sua casa, à Avenida Nhandú, 644, e em pouco tempo, contando com a colaboração dos moradores do bairro, conseguiram construir uma pequena capela.

A inauguração da primeira Igreja Católica Apostólica Romana do Planalto Paulista aconteceu no dia 13 de novembro de 1955, com uma grande festa e missa em ação de graças celebrada pelo Padre Afonso, de Moema. O acontecimento chegou a ser noticiado pelo jornal paulistano A Gazeta de 24 de Novembro de 1955.

A SEGUNDA CAPELA

A alegria, no entanto, não durou muito tempo, pois a companhia proprietária da chácara, através de um representante, comunicou ao sr. Gatti que a capela deveria ser demolida e o terreno desocupado. Para amenizar a situação, a proprietária ofereceu ao senhor Gatti, que durante mais de tres décadas havia cuidado da casa, pagar o aluguel de uma casa no mesmo bairro até o fim de sua vida e assim foi feito.

Foi quando o Padre Ângelo Cremonnti, que representava a Congregação dos Padres Oblatos de Maria Virgem, com sede em Jundiaí, tomou conhecimento da existência da capela e veio à capital para conversar com o sr. Gatti.

A Congregação visava, no futuro, uma paróquia representativa da ordem em São Paulo , mas Padre Ângelo não conseguiu que a proprietária doasse nem vendesse o terreno. Enquanto lutava para conseguir outra capela, a comunidade reunia-se para a escolha de uma padroeira e finalmente, por unanimidade, foi escolhida a Santa Filomena.

Entrosado com a comissão responsável pela construção da segunda igreja, Padre Ângelo designou o Padre Alexandre Santelli, também dos Oblatos, como encarregado geral da futura igreja. E um integrante da comunidade, Otávio Bongiovanni, cedeu temporiariamente um terreno.

A Segunda capela, feita de madeira, compensado e duratex, com a mão-de-obra de vários fiéis da comunidade e voluntários, foi inaugurada no dia 1º de maio de 1956, na Avenida Piassanguaba, 1698.

A TERCEIRA CAPELA E A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE

O aumento do número de fiéis fez com que o Bispo Auxiliar de São Paulo, Dom Paulo Rolim Loureiro, insistisse com o padre Félix (encarregado da Congregação dos Oblatos) e com o padre Alexandre Santelli para a criação da paróquia do Planalto Paulista.

Os católicos que tanto ajudaram na construção e manutenção da capela, serviam ativamente nos movimentos de cristandade. Nascia o Apostolado do Sagrado Coração de Jesus. O empenho da comunidade permitiu que, em menos de um ano, fosse possível a compra de um terreno localizado à Alameda dos Guatás, 1.127.

A fachada da construção de alvenaria lembrava as igrejas tradicionais, exibindo em sua parte mais alta o sino de bronze. No interior da capela, existiam várias salas para atendimento dos fiéis e das congregações religiosas.A inauguração oficial da terceira capela aconteceu em 14 de abril de 1957.

Nesta ocasião, foi criada a Congregação Mariana dos Devotos de Maria Santíssima, associação cristã que atuava como evangelizadora, participante da catequese e auxiliando a igreja na liturgia.

A MUDANÇA DA PADROEIRA

Por não ter sido canonizada, o nome da Santa Filomena foi retirado do Calendário dos Santos. Isso fez com que os fiéis do Planalto paulista repensassem a padroeira. Após diversas reuniões, entre o padre Félix Giaigischia, superior da Ordem dos Oblatos, com a comunidade, foi definido o nome de Nossa Senhora de Lourdes. Logo depois, com a licença obtida pelo Bispo Auxiliar de São Paulo, foi criada em 30 de outubro de 1957 a Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes do Planalto Paulista.

A IGREJA DEFINITIVA

Ao sentir que a capela da Alameda dos Guatás já se tornava pequena para atender a comunidade, os fiéis nomearam uma comissão para estudar o caso e resolver a situação. A conclusão dos estudos deixou claro que somente a construção de uma nova igreja resolveria a questão.

Nessa época, um terreno plano, entre a Alameda dos Piratinins e a Avenida Ceci, com mais de 3000 metros quadrados foi posto à venda. Contando com o patrocínio da Congregação dos Padres Oblatos de Maria Virgem, sob supervisão do padre Ângelo Cremonti, a compra do terreno foi concretizada. Até hoje a paróquia continua neste terreno, onde foi lançada a pedra fundamental em 20 de maio de 1962.

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NOSSA SENHORA DE LOURDES

A HISTÓRIA DE NOSSA PADROEIRA

VESTIDA DE BRANCO

No sossego de uma gruta teve início a história de nossa padroeira Nossa Senhora de Lourdes. Quebrando o silêncio com rajadas de vento, a Imaculada Conceição apareceu a jovem Bernadete, uma moça simples nascida em Lourdes.

Era 11 de fevereiro de 1858. Quinta-feira. Naquela manhã, acompanhada de sua irmã Toinette e da amiga Joana, Bernadete saiu de casa para colher lenha. Sua família era pobre e vender madeira ajudava na compra de alimentos. A mãe até tentou impedir, já que Bernedete sofria de asma, mas a jovem insistiu que o ar puro a faria melhor.

Os tamancos das três meninas ressoavam pelo caminho. Seguiam em direção à ponta da Ilha, onde o canal do moinho alcançava o Rio Gave. Neste ponto, à direita, do outro lado, ao pé da falésia, havia uma gruta. A primeira aparição, conforme relatou a própria Bernadete, foi assim:

Fui à gruta pela primeira vez no dia 11 de fevereiro. Ia catar lenha com mais duas meninas. Uma vez chegada ao moinho, perguntei-lhes se queriam ver o lugar onde as águas do canal encontram as do Rio Gave. Responderam que sim. Daí, seguimos para o canal e deparamo-nos com uma gruta. N ão podíamos prosseguir. Minhas duas companheiras dispuseram-se a transpor a água. Atravessaram e desataram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam. Disseram-me que a água estava fria.

Roguei-lhes que me ajudassem a jogar pedras na água a fim de poder passar sem descalçar-me. Disseram-me para fazer como elas tinham feito, se quisesse. Fui um pouco adiante para achar uma passagem melhor, mas não encontrei. Voltei, então, para diante da gruta e pus-me a tirar os sapatos. Tirara apenas a primeira meia quando ouvi um ruído como se fosse uma rajada de vento. Virei a cabeça para o lado do campo. Vi que as árvores não se mexiam. Continuei então a descalçar-me.

Ouvi de novo o mesmo ruído. Ao levantar a cabeça para olhar a gruta, vi uma senhora de branco. Estava vestida de branco, véu branco, cinto azul e uma rosa amarela - cor da corrente de seu terço - em cima de cada um dos pés. Fiquei um pouco assustada. Pensava que fosse uma ilusão... Esfreguei os olhos. Olhei de novo e vi a mesma senhora! Pus a mão no bolso e encontrei o meu terço. Quis fazer o sinal da cruz, mas não consegui levar a mão à testa. Então, o medo aumentou... Minha mão tremia, mas não me afastei.

A senhora tomou o terço que segurava nas mãos e fez o sinal da cruz. Tentei, então, e consegui. Logo que fiz o sinal da cruz, o pavor que se tinha apossado de mim desapareceu. Ajoelhei-me. Desfiei meu terço na presença dessa linda senhora. A visão desfiava o próprio, mas não mexia os lábios.

Uma vez terminada a reza do meu terço, fez-me sinal para chegar mais perto. Não ousei. Então, desapareceu de repente! Passei a tirar a outra meia a fim de atravessar o poço de água que havia diante da gruta e juntar-me às outras meninas. No caminho de volta, perguntei-lhes se tinham visto alguma coisa. Responderam que não...

Eis como foi a primeira vez.

AS PRIMEIRAS APARIÇÕES

Sem muito entender o que havia visto, Bernedete não reconhece a Virgem na primeira visão. Como precaução, respeito e prudência, resolve chamar o que viu de Aquilo, ou Aqueró , no dialeto local.

Mas, no domingo, dia 14 de fevereiro, após a missa, a moça, que ainda não havia nem recebido o sacramento da Eucaristia, volta à gruta, com o terço nas mãos e coloca-se a rezar. Algumas meninas foram atrás, curiosas.

A imagem ilumina-se novamente e sorri, apenas para Bernadete. Após a segunda aparição, todos notam o êxtase em que mergulha a jovem. A madre superiora chega a falar em “encenações carnavalescas”.

Mesmo assim, em 18 de fevereiro, ela volta à gruta, para ver, pela terceira vez, a Virgem vestida de branco. Neste dia, a “luz” finalmente se comunica e, quem diria, faz um pedido. De acordo com Bernadete, a imagem disse assim:

Far-me-ia a graça de vir aqui durante 15 dias?

PEDIDOS E ORAÇÕES

E foi assim que a história começou a se espalhar. Durante esses dias, a Virgem continuou a se comunicar.

Na sexta aparição, em 21 de fevereiro, a Senhora desviou durante um instante de mim o seu olhar, que alongou por cima da minha cabeça. Quando voltou a fixá-lo em mim, perguntei-lhe o que é que a entristecia e Ela me respondeu:

“Reza pelos pecadores, pelo mundo tão revolto.”

Também na oitava aparição, já em 24 de fevereiro, Nossa Senhora, segundo Bernadete, fez o mesmo pedido: penitência e conversão. No dia seguinte, uma surpresa:

A Senhora me disse: “Vai beber da fonte e lava-te nela.” Não vendo ali fonte alguma, eu ia ao Rio Gave beber. Ela, então, disse-me que não era ali. Fez-me sinal com o dedo, mostrando-me o sítio da fonte. Para lá me dirigi. Vi apenas um pouco de lama. Coloquei a mão e não pude apanhar água. Escavei e começou a sair água, suja. Tirei-a três vezes. Na quarta vez, já pude beber.

Era a água milagrosa que tantos prodígios tem realizado. Nossa Senhora de Lourdes, a protetora dos enfermos, a imagem da conversão, começava, aos poucos, a deixar sua marca, seu poder e força.

Na 13º aparição, em 2 de março, outro pedido: a construção de uma capela. Bernadete, a essa altura, já era seguida, em suas visitas, por centenas de pessoas, que, em procissão, a acompanhavam no terço.

A multidão crescia dia a dia. A gruta transbordava. Ao final dos 15 dias, em 4 de março, 8 mil pessoas aguardavam a revelação que não aconteceu. Bernadete teve de esperar. O dia da anunciação ainda demoraria a chegar. Apenas em 25 de março, na 16º aparição:

A REVELAÇÃO

Naquela manhã dirigi-me para a gruta, peguei no terço e, enquanto rezava, assaltava-me teimosamente o desejo de lhe pedir que dissesse o seu nome. Receava, porém, ser importuna com uma pergunta que já tinha ficado sem resposta mais de uma vez...

Mas, num impulso, que não pude conter, as palavras saíram de minha boca:

- Senhora, quereis ter a bondade de me dizer quem sois?

A única resposta foi uma saudação de cabeça, acompanhada de um lindo sorriso. De novo tentei e recebi a mesma resposta. Mesmo assim insisti. Na terceira vez que lhe perguntei, tomou um ar grave e humilde. Em seguida, juntou as mãos e ergueu-as... Olhou para o céu e depois, separando lentamente as mãos, e inclinando-as para mim, deixando tremer um pouco a voz, Ela me disse:

“Eu sou a Imaculada Conceição.”

O mistério estava desfeito. A Virgem havia deixado sua mensagem. Nas duas últimas aparições, em 7 de abril e 16 de julho, Nossa Senhora, fonte de águas vivas, fonte de oração e de penitência, nada disse. O adeus, conforme relatou Bernadete, foi silencioso:

Parecia que entre mim e a Senhora não havia mais distância. Só via a ela, bela como nunca...

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CAPELA

Nossa comunidade conta ainda com uma belíssima capela. Reformada recentemente, é considerada modelo nos padrões litúrgicos, seguindo normas da CNBB.

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