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 - Pe. Célio e Pe. Patrice

Entrevista Concedida em 30/03/08

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1) Sabemos que a comunidade vive um  momento difícil devido ao afastamento do Pe. Carlos. Após uma convivência mais próxima, como o senhor avalia a situação e condição atual da Paróquia?

Pe. Célio: De um Modo geral, fiquei muito feliz e contente com a participação da comunidade. Infelizmente, não consegui ter um contato mais próximo com cada uma das pastorais, mas o que me chamou mais a atenção foi o método que se conduz todo o método de crisma, que por ser individual, parece ser mais eficiente. Outro aspecto que me chamou a atenção, foi a maneira com que os jovens estão atuando: eles definitivamente acharam o seu espaço na vida da comunidade.

Pe. Patrice: Gostaria de destacar também a participação da comunidade nas celebrações e a maneira com que a comunidade se uniu em oração pela saúde do Pe. Carlos. É uma força muito intensa e verdadeira. É um sentimento incrível! Porém, o mais importante agora é dar continuidade aos trabalhos com esta união e dedicação, até o retorno do Pe. Carlos.

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2) O que mudou na vida da comunidade até hoje? O Sr. Sentiu alguma mudança significativa?

Pe. Célio: A maneira com que o Pe. Carlos conduz a Paróquia, com uma linguagem moderna e atualizada, vide a Crisma, são de muito bom gosto. Eu aprecio e estou muito satisfeito com os resultados alcançados. O Pe. Carlos foi muito feliz e eficiente ao conduzir a Paróquia. Ele é um Padre muito carismático, competente e muito inteligente.

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3) O Senhor teve a oportunidade (e missão) de conduzir a Comunidade no principal período da Igreja, que foi a Semana Santa. Qual o seu balanço sobre tudo o que aconteceu?

Pe. Célio: Apesar deste momento difícil, a semana santa me marcou muito. O Teatro apresentado pelos Jovens, foi belíssimo! A Comunidade se emocionou e viveu profundamente a Sexta Feira Santa. Na procissão que procede a apresentação, as pessoas estavam visivelmente cansadas, mas muito emocionadas e tocadas. Ninguém desistiu ou foi embora. A Comunidade está de Parabéns.

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4) Durante sua gestão interina, percebemos no Senhor um suave equilíbrio entre sua visão administrativa e espiritual. Qual a receita para este equilíbrio, e quando devemos dar mais peso para algum destes lados?

Pe. Patrice: O mais importante entre a espiritualidade e a administração, é ter como foco a figura de Jesus Cristo. É olhar para o mundo com os olhos de Cristo. Se viver desta forma, verá que vai ser alcançado o sucesso administrativo e espiritual.

Pe Célio: Talvez o Pe. Patrice já tenha respondido. Realmente o mais importante é visualizar Jesus Cristo. Agora, modéstia a parte, tenho mais de 60 anos, e neste longo período já vivi muitas coisas. Já passei por muitas situações e experiências que me ajudaram a desenvolver um olho clínico. A soma de todo isto, talvez seja o segredo para o bom andamento das coisas.

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5) Pegando o gancho da pergunta anterior, onde nossa Comunidade deve concentrar seus esforços? Como fazer para que nossa comunidade cresça ainda mais?

Pe. Célio: Olha, digo isto não só aqui na Lourdes, mas de uma maneira geral as Paróquias devem seguir um organograma. Deve-se começar por Jesus Cristo, onde deve estar nosso foco e obediência; depois, o nosso Santo Papa, os Cardeais, o Bispo, o Pároco e coordenadores de Pastorais. Todos devem caminhar juntos, no respeito mútuo e  no amor. Assim se constrói uma Comunidade.

Pe. Patrice: Se todos respeitarem este organograma, sem perder o respeito, cultivando o amor ao próximo, o perdão, acolhendo bem os irmãos, teremos ai uma comunidade de Jesus Cristo. Tenho certeza de que o novo Pároco, Pe. William irá conduzir muito bem a Paróquia. Ele é um grande homem, e muito bom Padre.

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6) Esta situação foi muito difícil para o senhor? Qual a situação mais difícil em sua vida Sacerdotal?

Pe. Célio: É claro que ao longo da minha vida já passei por muitas dificuldades, mas esta situação com o Pe. Carlos mexeu muito comigo. Veja, eu recebi o pequeno Carlos ainda menino no seminário. Ele tinha apenas 10 anos. Era uma criança que eu vi crescer, se tornar adolescente. Depois, tive de me ausentar devido ao tempo que passei na Europa. Quando voltei, o Carlos já era um jovem muito inteligente, arrojado e muito promissor.Agora você imagina vê-lo nesta situação não é fácil. Mas ele é um homem forte e sei que irá superar tudo isto, com calma e paciência.

Pe. Patrice: Pe. Carlos é muito querido por toda a família dos Oblatos. Confiamos em Deus e acreditamos que ele irá superar esta fase difícil. Pe. Carlos ainda tem muito a oferecer.

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7) Na opinião do Senhor, qual o futuro do grupo de Jovens da Paróquia, que se localiza num bairro com características de população um pouco mais velha?

Pe. Célio: O que posso dizer é que assim como toda a comunidade, os Jovens estão em muito boas mãos e no caminho certo. Jovem tem que ser Jovem. Agir como Jovem. Pe. Carlos sempre foi muito feliz em seu relacionamento com os Jovens. Lembrando que o que move  mundo não são grandes palavras, mas grandes idéias. E para isto, contamos muito com os Jovens. Pe. William irá conduzir muito bem este grupo, tenho certeza disto. Ao contrário do que se diz, temos muitos Jovens espalhados pelo bairro. É só olhar o número de escolas na região.

Pe. Patrice: O jovem deve servir de exemplo ao outro jovem. Por isso, saber acolher e receber novos jovens, é fundamental para qualquer grupo de jovens.

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8) Particularmente eu posso dizer que todo este processo me aproximou ainda mais de minha comunidade, dos meus amigos e do meu Deus. Também pude conhecer um pouco mais da Ordem dos Oblatos de Maria Virgem. Como e porque o Senhor escolheu fazer parte desta família?

Pe. Célio: O nosso fundador, o Pe. Lanteri era um homem de extrema concentração e oração. Fazia muitos retiros. E eu sempre gostei muito disto. Me identifiquei bastante e logo de inicio com esta família. Além do mais, a palavra “Oblato” significa “oferta”, ou seja, uma vida de doação ao próximo. Sempre me identifiquei muito com a filosofia desta Congregação.

Pe. Patrice: O amor de Maria, a maneira com que ela viveu e a força que ela nos transmitiu é muito bonita e empolgante. Ser Oblato é enxergar em Maria um lindo exemplo de como chegar e viver com Cristo. Desta maneira temos Maria sempre ao nosso lado.

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9) Quanto ao novo “Pastor” que terá a tarefa de guiar a comunidade até o retorno do Pe. Carlos, o Pe. William: Quem é ele? O que motivou a escolha dele para estar à frente de nossa Paróquia?

Pe. Célio: O que posso dizer é que foi muito difícil tirar ele de Curitiba. A Comunidade de lá, pediu, protestou, fez abaixo assinado (risos). Tudo isso para que ele ficasse lá. Mas já estava no momento de ele sair e assumir novos desafios. Tenho certeza de que tanto ele, quanto a comunidade serão muito felizes com esta escolha.

Pe. Patrice: Não tenho duvidas sobre sua capacidade. Ele é uma grande pessoa, tem uma espiritualidade bem avançada e sabe trabalhar a frente de uma comunidade.

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10) Para finalizar, o Sr poderia deixar uma mensagem para nossa comunidade e para o mais novo membro desta família, o Pe. William?

Pe. Célio: Peço que todos tenham paciência no começo, pois o pe. William está se adaptando a esta nova casa. Continuem rezando pela saúde e retorno do Pe. Carlos, pois tenho certeza de que em breve teremos ótimas noticias. E vamos dar seqüência nestes belos trabalhos que vem sendo realizados aqui nesta Paróquia, sempre unidos e focados em Jesus Cristo.

Pe. Patrice: É sempre um prazer visitar esta Paróquia que é a “menina dos olhos” dos Oblatos. Que Deus abençoe à todos e que juntos, todos possam evangelizar e levar o amor de Cristo aos mais necessitados.

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